O sistema
educacional brasileiro passa por uma intensa mercantilização,
com uma degradação do sistema público, seja ele de nível
básico ou superior. Assim, a parcela estudantil que atravessa essas
barreiras básicas e chega as universidades englobam jovens de classes
médias ou altas, sendo aqueles inseridos no contexto da pobreza excluídos
da cadeia educacional ao atingirem a 3ª série do Ensino Médio.
A preocupação do Governo Federal estende-se a cotas e mais cotas
de inserção nas Faculdades / Universidades, esquecendo-se da
necessidade de investimentos no meio básico, deixado de lado há
muito tempo, em meio a promessas. Os professores, com salários baixos,
mimetizam a arte de ensinar e poucos são os que estimulam seus alunos
a aprenderem.
Baseado nesse contexto caótico e ciente da imensa responsabilidade
social de um futuro médico, acadêmicos da Faculdade de Medicina
de Catanduva criaram um projeto de um cursinho preparatório. Tal projeto
recebe respaldo do ambiente enfrentado por eles durante suas formações
básicas e pelos anos de dedicação em cursinhos preparatórios.
Em uma primeira instância, eles objetivaram interagir com a comunidade
estudantil pública por meio de aulas revisão ministradas por
discentes da própria Faculdade de Medicina de Catanduva, para interessados
em chegar a uma Universidade, contudo através de estudos, reflexões,
e por vivenciarem alguns dias o ambiente das escolas públicas, eles
mudaram seus conceitos. Desse modo, devido a uma parceria fixada entre a Fundação
Padre Albino, a Faculdade de Medicina de Catanduva, a Escola Estadual “Dr.
Nestor Sampaio Bittencourt” e Cursinho Alternativo Rio Preto / Editora
Palavreando os acadêmicos seguiram a idéia de estimular primeiramente
e educar posteriormente.
Nesse momento nasceu o cursinho preparatório Sala Extra. Com “professores
– alunos” jovens e uma didática voltada para o estímulo
educacional. A adesão foi discreta no primeiro ano de funcionamento
(2004), contudo, os bons resultados e o carisma levaram a uma grande procura
no ano de 2005, sendo que a população de alunos atingiu o número
de 110.
Nos anos de 2004 e 2005, o incentivo da escola em questão, disponibilizando
todo o material presente no seu ambiente para usufruto do cursinho, o apoio
estratégico de outras Instituições de Educação
da nossa região (como o projeto parceria) e a cobrança de uma
pequena parcela por aluno para custeio de material totalmente apostilado facilitaram
os ideais traçados.
No ano de 2006, o cursinho completará dois anos de funcionamento, com
notável aceitação da comunidade do município de
Catanduva e região, já que cerca de 10% dos alunos são
de cidades vizinhas.
Lucas Botossi Trindade – Co. Geral (ano 2006).
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